Onion Omega 2 – Segunda placa MIPS da família Omega

Onion Omega 2

Pois então, caros leitores. Chegou em minhas mãos a fabulosa Onion Omega 2, mas dessa vez em sua segunda versão. A da primeira versão já escrevi alguns artigos como você pode ver no site e agora pela primeira vez na história desse site, vou fazer um review, e será comparando as duas placas.

Primeira conexão

Mas antes de começarmos, caso seja seu primeiro contato ou a primeira vez que ouviu falar dessa board, é melhor introduzir os passos iniciais para deixar claro os primeiros passos.

Conexão WiFi

Quando você liga a board, após uns 50 segundos ela deverá aparecer em sua lista de redes disponíveis com um nome Omega-abcdN, onde esse sufixo se baseará em seu MAC address, descrito sobre a placa e sobre a caixa. Após, você já poderá iniciar a conexão com a board e então entrar com a senha ‘12345678’. Efetuada a conexão, abra o browser no endereço http://192.168.3.1. Será solicitado um login para a configuração inicial; digite root e a senha onioneer. Depois basta seguir os passos.




Conectar-se a uma rede WiFi é mandatório para conclusão do setup inicial, por isso a segunda tela é para você conectá-la à sua rede WiFi e não para criar uma.

Agora você tem a opção de conectar seu dispositivo à nuvem. É opcional, portanto você pode usar “Skip” para não conectá-la.

Fim do setup
Fim do setup

Após, uma atualização de firmware será executada e em alguns minutos será concluída. Não desligue nem desconecte a board em hipótese alguma nesse primeiro momento, seja paciente e tudo dará certo. Finalizado o processo, você verá a tela de conclusão e então um reboot automático será executado.

Alguns modelos da Omega II podem não reiniciar automaticamente. Tendo visto a tela de conclusão (da imagem anterior) e os LEDs se desligaram por mais de 15 segundos, sinta-se tranquilo para fazer o reboot manualmente, desligando e ligando a dock.

Principal característica da Onion Omega

A principal característica dessa board é ser modular. Não como o Arduino, que está limitado a alguns GPIO, mas realmente empilhável graças ao barramento I²C, onde a única preocupação que lhe restará é fornecer energia o suficiente para seus propósitos (como utilizar uma expansão para servo motor por exemplo).

Diferenças entre a Omega I e a Omega II

De cara você já nota a diferença na imagem principal desse post. A Omega I não tem a blindagem sobre os componentes e possui antena integrada na borda do circuito. A Omega II é blindada e a antena deve ser encaixada no conector do canto esquerdo da placa. Minhas tentativas de conexão sem a antena foram frustradas, mas não custa tentar aí e ver se rola.

De cara acho que a grande diferença é o custo, que atualmente é 5 dólares, o que já a faz mais do que atrativa para os bolsos dos makers.

Dock

A base onde se coloca a Onion Omega tem uma pegadinha. Aquele LED RGB bacana dos meus primeiros artigos está disponível somente na Expansion Dock. O pinout é o mesmo e para encaixar a Omega sobre o dock, basta que a parte chanfrada fique para fora, não tem erro, mas a segunda opção é o Power Dock, que tem praticamente os mesmos recursos. Na imagem da documentação a Omega II está com o LED RGB quadrado porque estão utilizando o Expansion Dock, mas a Power Dock permite entrar com uma bateria de li-ion. Além da vantagem de você permanecer com a board ligada em falta de energia, ela ainda possui um circuito para carregar a bateria. Em contrapartida, você não terá o chip USB-Serial nessa board e tudo o que for fazer deverá ser feito pelo browser – mas não se preocupe, como você pode ver em outros artigos que escrevi aqui no site, você tem um terminal pela interface web e será até mais divertido que conectar via serial.

Em relação ao dock, tem uma versão para compatibilizar o uso com shields Arduino, o que pode ser uma excelente opção para quem já tem uma série de shields e gostaria de experimentá-los em uma plataforma diferente.

Comparativo





Sim, você tem lá sua Onion Omega II por 5 dólares, enquanto a versão I está 19 dólares, porém a Omega II tem uma segunda versão, um pouco mais cara (9 dólares) e com mais recursos. Pode ocasionalmente ser uma boa pedida, mas normalmente quem usa uma MIPS sabe que os recursos de qualquer uma das versões é mais do que o suficiente. Veja a tabela a seguir:

Comparativo
Comparativo

Não entendo porque não estão dispondo os recursos da placa; I²C e PWM estão disponíveis na versão 1, tanto que escrevi um artigo fazendo uso do dock para servos e controlei um braço robótico para mostrar.

Expansões

Já escrevi sobre algumas delas, mas agora eles possuem uma série bem maior maior, incluindo expansão de terceiros, como no caso da expansão 3G, vale a pena dar uma olhada no site clicando aqui.

Vale a pena ter uma Omega II?

Bem, ainda que você tenha a versão I, sim, é válido ter a versão II pelo baixo custo, por mais CPU e para ter uma bela coleção maker! Se você está por adquirir sua primeira, então essa versão de 5 dólares deverá ser o suficiente, mas se quiser ter a possibilidade de armazenamento, a versão de 9 dólares inclui um slot micro SD.

Quanto às docks, recomendo ambas, a de expansão e a de energia, mas isso deve ficar a seu critério conforme sua necessidade. Lembre-se apenas que ter uma conexão serial pode ser útil para interconectar dispositivos, não apenas para conectar a Omega ao computador pessoal.

Não deixe de pesquisar (usando a caixa de pesquisa alí na lupa) os outros artigos onde exponho videos e tutoriais feitos com a Omega I, o procedimento e interface são os mesmos.

Sugiro também que conheça a MIPS VoCore.

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Próximo post a caminho!

 

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Djames Suhanko

Djames Suhanko é Perito Forense Digital. Já atuou com deployer em sistemas de missão critica em diversos países pelo mundão. Programador Shell, Python, C, C++ e Qt, tendo contato com embarcados ( ora profissionalmente, ora por lazer ) desde 2009.