Bind9 – Resolvendo nome para a rede local

Gostaria de iniciar citando que  um novo post para essa configuração foi escrito, focado em Internet das coisas, mas serve para propósito geral também.  Sugiro que experimente a configuração DESSE NOVO ARTIGO.

Obviamente isso não é uma novidade em redes, mas não se vê tão facilmente alguma coisa relacionada para que usuários comuns possam configurar um DNS para utilizar por exemplo, em sua casa. E por que alguém utilizaria um servidor DNS em sua própria casa? Deixe-me citar um caso da vida real:
– TV (da sala e quarto).
– Blue-ray.
– PlayStation 3.
– Celular (marido e esposa).
– Câmera do quarto do bebê conectado.
– Notebooks da casa (pai, mãe e de trabalho).
– Raspberry de desenvolvimento (ARM).
– Arduino de desenvolvimento (Atmel).
– Carambola de desenvolvimento (MIPS).
– i.MX53 de desenvolvimento (ARM).
– Roteador wireless.
Todos esses 15 ítens da casa conectados à internet. Nem parece que se tem tanta coisa em casa, não é mesmo? E para acessá-los, ou descobrir se estão conectados, ou monitorar o tráfego da rede doméstica, basta saber de cor seus respectivos IPs – e aí é que entra o DNS, pois ninguém fica decorando os endereçamentos dos dispositivos da casa. Portanto, dois passos importantes a seguir, sendo o primeiro a configuração do servidor DHCP para atribuir sempre o mesmo IP ao requisitante. Para isso, acesse a interface do seu roteador Wireless e siga as orientações disponíveis na própria interface do seu modelo.
O segundo passo é a configuração do DNS, sendo ele um desktop, seu notebook ou qualquer dispositivo embarcado que possua a habilidade de rodar um bind9.

Supondo que vá utilizar por exemplo seu notebook onde possua uma instalação de algum sistema baseado em Debian (Ubuntu, Mint, etc), execute o seguinte comando em um terminal:

Criar-se-á o diretório /etc/bind contendo alguns arquivos, dentre os quais o arquivo named.conf. Atualmente esse arquivo possui apenas apontamentos para outros arquivos de configuração:

named.conf.options
Nesse arquivo, configure o forwarder para resolver os nomes que seu servidor local não seja capaz de fazê-lo, por exemplo os endereços da internet. No meu caso, utilizo os servidores DNS públicos do google, então tenho a seguinte configuração de forwarders:

Não mexa em mais nada nesse arquivo.

named.conf.local
Esse arquivo contém as informações da sua rede local, mas as configurações específicas não ficam dentro dele. Dentro você deverá ter o apontamento para os arquivos específicos de resolução e do reverso. No caso da minha rede, resolvi fazer assim:

Tendo-os definido aqui, resta criar os dois arquivos de configuração. Esses arquivos DEVEM manter a formatação perfeita, portanto sugiro que escreva manualmente linha a linha, utilizando tabs nos separadores, sem nenhum errinho, porque senão não funcionará.
db.0.0.172.reverso

Não vou especificar o que é cada parte porque é bastante chato e quase todo mundo configura com os mesmos padrões. Só cito que eu escolhi o nome intranet.local para minha rede, escolha a sua.

db.intranet.local
O arquivo é bastante parecido. Aqui cito o NS que é ‘Name Server’, que é o nome de resolução da sua rede local. Um pouco mais abaixo, os IPs da rede local. Então, tendo-os configurado para seus respectivos dispositivos no servidor DHCP, esta será a última vez que precisará sabê-los antes de utilizar seu DNS. Parece burro configurar IP a IP, mas calma; você entenderá no final, caso ainda esteja com alguma dúvida até aqui.

E etc. Configure todos os seus dispositivos, aqui coloquei alguns como exemplo.
Depois, finalize configurando os dispositivos para que resolvam nome utilizando o ip do dns server. No caso de Linux, edite o arquivo /etc/resolv.conf e coloque:

Você pode fazer essa atribuição pelo servidor DHCP de sua rede, ou ainda em Linux (como exemplo, o Mint) você pode editar o arquivo head contido no diretório /etc/resolvconf/resolv.conf.d e adicionar lá essas duas linhas. Assim, mesmo que lhe esteja sendo atribuido outros servidores DNS, o seu estará lá em primeiro.

Feita toda essa configuração, reinicie o serviço bind:

E prove sua configuração. Vou pingar o dns (chamei de dom0) a partir de uma máquina virtual que uso para desenvolvimento de um produto alemão, sendo que o DNS é o notebook em questão. Veja o resultado no video:

Pode-se por exemplo fazer uma aplicação para o celular para não ter que levantar a noite e ver que dispositivos permaneceram ligados (com excessão ao roteador, obviamente). Chega de levantar a noite para fazer ronda!

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Djames Suhanko

Djames Suhanko é Perito Forense Digital. Já atuou com deployer em sistemas de missão critica em diversos países pelo mundão. Programador Shell, Python, C, C++ e Qt, tendo contato com embarcados ( ora profissionalmente, ora por lazer ) desde 2009.

2 comentários em “Bind9 – Resolvendo nome para a rede local

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